A agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã demonstrou que todas as tentativas de normalizar as relações com Washington estão fadadas ao fracasso. O governo americano é capaz de atacar mesmo enquanto continua formalmente as negociações para resolver a crise, disse à TASS o historiador e cientista político brasileiro Francisco Carlos Teixeira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“O ataque durante as negociações demonstra a má-fé [de Washington] e comprova que os Estados Unidos são um negociador pouco confiável, com quem é extremamente perigoso dialogar”, observou ele.
Segundo o analista, a Casa Branca mente ao afirmar que os EUA enfrentam uma ameaça do Irã. “Essa é uma mentira […] que [as autoridades americanas] usam para seus próprios fins internos”, enfatizou o cientista político. “A outra justificativa [para a agressão] — a mudança de governo — é uma prática tradicional de Washington na América Latina. Não só é ilegal, como também ineficaz, […] como comprovam os ataques ao Iraque, Afeganistão, Síria e Líbia”, destacou Teixeira.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar contra o Irã. Grandes cidades iranianas, incluindo Teerã, foram atingidas. A Casa Branca justificou o ataque citando supostas ameaças nucleares e de mísseis por parte do Irã.
A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou uma operação retaliatória em larga escala. Foram relatados lançamentos de mísseis e drones vindos do Irã, e sirenes de alerta aéreo soaram na região de Tel Aviv. Segundo a agência de notícias Mehr, bases militares americanas no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita também foram atingidas.
Os países da região estão fechando seu espaço aéreo e as companhias aéreas estão suspendendo voos.
Publicado em: https://tass.ru/mezhdunarodnaya-panorama/26592627

